O Brasil vive uma transformação acelerada no mercado automotivo. Em 2024, as vendas de veículos elétricos e híbridos cresceram mais de 90% em relação ao ano anterior — e a tendência se repetiu em 2025 e 2026, impulsionada por novos modelos e expansão da infraestrutura de recarga.

Mas junto com essa revolução surge uma dúvida crescente entre motoristas, mecânicos e donos de frotas: os carros elétricos precisam de aditivos e fluidos automotivos? A resposta é sim — e as diferenças em relação aos veículos a combustão são mais importantes do que a maioria imagina.

O que Muda (e o que Continua) na Manutenção dos EVs

O que muda com a eletrificação:

  • Sem motor a combustão: sem troca de óleo de motor no sentido tradicional
  • Sem sistema de exaustão, velas de ignição ou filtro de combustível
  • Muito menos peças móveis sujeitas a desgaste mecânico

O que continua — e ganha ainda mais importância:

  • Sistema de freios (ABS, frenagem regenerativa ou convencional)
  • Ar-condicionado e climatização
  • Sistema de arrefecimento das baterias — o grande protagonista nos EVs

O Sistema de Arrefecimento nos Carros Elétricos: por que é Crítico

A bateria de lítio de um veículo elétrico opera em uma faixa de temperatura muito específica — geralmente entre 20°C e 40°C. Fora dessa faixa:

  • Temperatura alta demais: degrada as células, reduz a vida útil da bateria e, em casos extremos, pode causar incêndio (thermal runaway)
  • Temperatura baixa demais: reduz drasticamente a autonomia e a capacidade de recarga

Por isso, todos os EVs de médio e alto porte utilizam um sistema de gerenciamento térmico da bateria (BTMS) com um fluido de arrefecimento circulando continuamente — e esse fluido é diferente do aditivo convencional de motor a combustão.

Aditivos de Arrefecimento para EVs: o que é Diferente?

1. Baixíssima condutividade elétrica

O fluido circula próximo a componentes elétricos de alta tensão. Qualquer condutividade elétrica elevada pode causar curto-circuito interno. Fluidos convencionais geralmente não atendem essa especificação.

2. Formulação livre de silicatos e aminas

Alguns aditivos tradicionais contêm compostos que corroem os materiais usados nos módulos de bateria e nos trocadores de calor dos EVs.

3. Alta estabilidade térmica e vida útil prolongada

O sistema de arrefecimento dos EVs trabalha continuamente, mesmo quando o carro está parado em carregamento. Isso exige fluidos mais estáveis.

A Nova Linha EV da AUT: Formulação para o Futuro da Mobilidade

O crescimento dos veículos elétricos no Brasil não é uma onda passageira — é uma transformação estrutural do mercado. E a AUT, com 32 anos de liderança no segmento de aditivos automotivos, está desenvolvendo sua nova linha de produtos especificamente formulados para veículos elétricos e híbridos.

A linha AUT EV está sendo criada para atender às demandas técnicas específicas dos EVs: fluidos de arrefecimento de bateria com baixa condutividade elétrica, produtos compatíveis com os materiais das principais montadoras e formulações testadas para o clima brasileiro — do frio do Sul ao calor extremo do Norte.

Fique de olho em www.aut.com.br para o lançamento oficial da linha EV.

Fluido de Freio nos Elétricos: Mesmas Regras, Atenção Redobrada

Os veículos elétricos usam frenagem regenerativa — o motor elétrico desacelera o carro e recupera energia para a bateria. Isso reduz o uso dos freios mecânicos tradicionais, mas não os elimina.

Há um detalhe importante: como os freios mecânicos são usados com menos frequência nos EVs, o fluido de freio pode ficar parado por mais tempo, aumentando a absorção de umidade. Isso torna as trocas periódicas ainda mais importantes.

A linha de fluidos de freio AUT cobre as especificações DOT 3, DOT 4 e DOT 5.1, atendendo veículos convencionais, híbridos e elétricos.

O que Mecânicos e Oficinas Precisam Saber sobre EVs

Para as oficinas, o mercado de EVs representa uma oportunidade. Os técnicos precisarão de treinamento em segurança com alta tensão, equipamentos específicos de diagnóstico e, principalmente, conhecimento dos fluidos e produtos corretos para cada sistema.

As oficinas que se prepararem agora para atender o mercado EV estarão anos à frente da concorrência.

Perguntas Frequentes sobre EVs e Química Automotiva

Um carro elétrico pode usar o mesmo aditivo de radiador de um carro a gasolina?

Geralmente não. Os fluidos de arrefecimento para EVs exigem baixíssima condutividade elétrica, característica que os aditivos convencionais não possuem. Consulte sempre as especificações do fabricante.

Com que frequência trocar o fluido de arrefecimento da bateria?

Os intervalos variam por fabricante, mas geralmente ficam entre 5 e 8 anos. Consulte o manual do veículo para a recomendação específica.

Carros híbridos flex precisam de cuidados especiais?

Sim. Híbridos combinam motor a combustão (com todas as necessidades de arrefecimento e fluidos convencionais) com sistema elétrico (com suas especificidades). É a manutenção dos dois mundos.

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Eu sou o André Carletti

Foto André Carletti - Autor do Blog Oficina do Automóvel

Escritor automotivo e entusiasta de carteirinha. Cresci ouvindo falar de motores, aditivos e manutenção — e aprendi cedo que cuidar bem do carro é muito mais simples do que parece, quando alguém explica do jeito certo.

No Oficina do Automóvel, traduzo o mundo técnico da mecânica e da química automotiva em conteúdo claro e útil para quem usa o carro todo dia. Sem jargão desnecessário, sem complicação.

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